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O QR Code existe desde 1994! Foi criado para rastrear veículos durante o processo de fabricação
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Hoje utilizamos o smartphone para pagamentos, compras, autenticação, transporte, desbloqueio de veículos, casas e outras atividades do nosso dia a dia. Naturalmente, essa facilidade chegou ao Controle de Acesso.
Mas antes de começar, de quem é o smartphone ou a linha?
O celular e a linha podem pertencer ao empregado; o aparelho pode ser particular e a linha corporativa; ou ambos podem ser fornecidos pela empresa. Cada situação traz responsabilidades diferentes.
Se o aparelho é particular, por exemplo, surgem questões simples, mas importantes: o empregado é obrigado a instalar um aplicativo corporativo? Quem arca com eventuais custos? E se ele não possuir um aparelho compatível ou simplesmente não quiser utilizar seu celular pessoal?
Já quando aparelho e linha são corporativos, a empresa possui maior capacidade de padronizar, proteger e administrar o dispositivo, embora isso não signifique liberdade irrestrita para monitorar o empregado.
Questões relacionadas à privacidade, LGPD, relações trabalhistas, BYOD (Bring Your Own Device), custos e monitoramento também precisam ser consideradas na implantação. Basicamente, envolva o Jurídico da Empresa no tema, antes mesmo de dar o primeiro passo. E mais, sugiro não jogar este assunto para debaixo do tapete. Ele voltará para morder você e a Empresa.
Ufa... agora podemos a falar do assunto!
A principal evolução talvez não esteja simplesmente em substituir o crachá pelo smartphone, e sim na maneira como passamos a administrar identidade, credencial e autorização.
Quem pode entrar, onde e quando?
Uma das vantagens das credenciais móveis é a flexibilidade. Novos funcionários, visitantes ou prestadores de serviços podem, dependendo da solução utilizada, receber suas credenciais sem toda a logística tradicional relacionada à emissão e entrega de um crachá físico. Mas existe uma possibilidade ainda mais interessante: o acesso pode acompanhar a necessidade.
Imagine um fornecedor em visita técnica, ou até um visitante. Sua credencial pode ser válida apenas durante a visita e somente para as áreas necessárias. Terminou o serviço? Terminou o acesso. Assim, evitamos conceder mais do que realmente é necessário.
E se perder o celular?
O smartphone é apenas o meio utilizado para carregar aquela credencial.
Se o aparelho for perdido, roubado ou substituído, a organização precisa ter capacidade de bloquear ou revogar a credencial e emitir uma nova autorização. É semelhante ao que já fazemos quando alguém perde um crachá, mas com possibilidades adicionais de autenticação e gerenciamento. Por isso, é mais sensato pensar que não estamos simplesmente protegendo o smartphone.
E aqui a discussão fica ainda mais interessante. O Controle de Acesso não precisa trabalhar sozinho. Ele pode conversar com CFTV, sistemas prediais, elevadores, iluminação, climatização e outros recursos da organização (Hiperconectividade: Seurança conectada ao negócio).
O Controle de Acesso moderno não é apenas uma barreira. Ele produz informação. Quem entrou? Onde? Quando? A credencial estava válida? Aquela pessoa deveria estar naquela área? O acesso ocorreu dentro do horário esperado? É aí que uma tecnologia tradicionalmente utilizada pela Segurança começa a gerar informações que podem apoiar outras áreas.
Safety pode utilizar informações relacionadas a áreas que exigem treinamento ou autorização específica.
RH integrar admissões, transferências e desligamentos ao processo de concessão ou retirada de acessos.
Infraestrutura pode compreender melhor a utilização das instalações e acessos ao refeitório.
E a Segurança identificar comportamentos fora do padrão, realizar apurações e responder a ocorrências.
A porta continua sendo a mesma. O que muda é o que conseguimos fazer com a informação gerada por ela.
Do smartphone à hiperconectividade
Não se trata simplesmente de colocar mais tecnologia na Segurança. Trata-se de fazer com que a tecnologia que já temos trabalhe de forma mais integrada.
Quanto mais conectamos, entretanto, maior também é nossa responsabilidade sobre os sistemas e as informações que circulam entre eles. Por isso, facilidade e integração precisam caminhar junto com Segurança da Informação, proteção de dados e forte governança.
Referências:
Mobile Devices Ease Access, Megan Gates, Senior Editor - Security Management - Dez 2020
NIST — SP 800-124 Rev. 2 - Guidelines for Managing the Security of Mobile Devices in the Enterprise
Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais - LGPD
Agência Nacional de Proteção de Dados - ANPD
Abraço