Checklist de Segurança - Protection of Assets (POA)
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Checklist de Segurança — Protection of Assets (POA)

Uma visão abrangente da Gestão de Segurança, organizada a partir do Protection of Assets (POA), com foco em governança, riscos, proteção, investigações, continuidade e geração de valor para o negócio.

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Quanto sua Segurança protegeu no ano passado?


“Em Deus confiamos. Todos os outros devem trazer dados.”
W. Edwards Deming

No artigo “Segurança: centro de custo ou geradora de valor?”, fiz uma pergunta que parecia simples: Quanto valor sua Segurança protegeu no ano passado?

A ideia era sair daquela velha discussão de que Segurança é apenas custo e começar a olhar para aquilo que ela realmente entrega ao negócio. OK, mas como você prova esse valor? Porque chegar numa reunião e dizer que “a Segurança está funcionando muito bem” não é exatamente um indicador. Assim como apresentar 12 mil rondas, 4 mil inspeções, 300 chachás confeccionados e 2 mil alarmes respondidos, também não resolve completamente o problema. Tudo isso pode ser importante, porém mede principalmente atividade. Demonstrar o que mudou porque fizemos tudo isso é "A chave para Rebecca" 🎬

Talvez o primeiro passo seja entender que o valor produzido pela Segurança não aparece sempre da mesma maneira. Para simplificar, vou separar em três grupos:

1. Valor realizado

Aqui a conversa é mais fácil, porque existe dinheiro que efetivamente pode ser demonstrado. Imagine uma investigação que identifica um desvio recorrente de R$ 40 mil por mês. O esquema é comprovado, interrompido e a perda deixa de acontecer. O indicador não pode ser somente: 01 investigação concluída.

Podemos demonstrar também o valor da perda identificada, o valor efetivamente recuperado e o impacto financeiro do desvio interrompido, tomando cuidado para não transformar projeção em dinheiro que já entrou no caixa.

Por exemplo: Durante uma apuração de fraude, R$ 300 mil em materiais foram desviados. A apuração permitiu recuperar R$ 220 mil.

Valor da perda: R$ 300 mil

Valor recuperado: R$ 220 mil

E se você sugeriu/realizou ações de mitigação para que não mais aconteça, e identificou que o esquema vinha produzindo perdas médias de R$ 220 mil mensais, então sua intervenção e interrupção do desvio projetada para os seis meses seguintes seria de aproximadamente R$ 1,3M.

Importante: trata-se de valor evitado estimado, e não de R$ 1,3 milhão efetivamente recuperados, já que essa recorrência, de padrão histórico, deixou de acontecer. E se apurou envolvidos, pode relacionar demissões, ações judiciais, etc. 

E não é tão complicado quanto parece. Comece com cada ocorrência. Salas abertas, veículos destrancados, luzes acesas, etc. Calcule valores razoáveis e defensáveis, e você pode capitalizar:

Pequenos ganhos X pequenos valores X muitas vezes/horas

O trabalho de formiguinha resulta em grande resultado no fim do ano 😉

Insight: Um Vigilante encontra uma sala destrancada. Ele registra a ocorrência, tira foto do interior e anexa. Se houver ativos identificáveis e valores patrimoniais disponíveis em uma base corporativa, você pode relacionar a exposição potencial aos ativos existentes. A IA pode ajudar a organizar, identificar e cruzar essas informações, mas o valor utilizado no indicador precisa ter uma base verificável e defensável.

Outra... Barrou a saída de um laptop na Portaria, registra, mensura... e assim vai.

Basicamente é ter bom senso e conseguir demonstrar cada valor apurado. Com o tempo e algumas caneladas o processo se acerta.

Difícil? Não. É só você deixar de preguiça e papirar um pouco. De 3 a 4 horas e seus indicadores estarão prontos. Cria aquele Power BI bizurado, que extrai direto da planilha básica Excel e corre pro abraço.👍

2. Valor operacional

Imagine uma operação que utiliza grande quantidade de horas extras para cobrir ausências, férias, treinamentos e necessidades extraordinárias da Segurança. Depois de analisar escalas, postos, horários e demanda operacional, a área reorganiza seus recursos e reduz 1.500 horas extras por ano, mantendo o mesmo nível adequado de proteção.

Quantas horas extras tínhamos? Quanto custavam? Quanto reduzimos? O risco permaneceu aceitável?

Se você tinha os dados anteriores, agora pode apresentar para Operações, RH, Finanças e Alta Gestão. É questão de organização e governança.

Outro exemplo é a Manutenção. A Segurança percebe que parte das solicitações emergenciais para entrada de técnicos acontece porque os processos de acesso são iniciados tarde demais. Em vez de medir somente quantos acessos foram liberados, começa a acompanhar as Solicitações emergenciais de acesso, Tempo médio de regularização, Reincidência por área solicitante e Impactos operacionais associados. Talvez o resultado seja descobrir que 70% das emergências vêm de três áreas e poderiam ser evitadas com planejamento. Você deixou de medir somente o que a Segurança fez e começou a medir aquilo que o processo revelou para o negócio.

Coloque isto em uma apresentação e veja a mágica acontecer.

3. Valor de risco

Aqui a conversa começa a ficar mais interessante... e também mais perigosa. Imagine que uma Avaliação de Risco identifica determinado cenário com exposição estimada de R$ 2 milhões. Após a implantação dos controles sugeridos por você, o risco é estimado cai para R$ 600 mil.

Exposição anterior → R$ 2 milhões

Exposição residual → R$ 600 mil

Redução estimada da exposição → R$ 1,4 milhão

A Segurança gerou valor? Claro que sim. Entraram R$ 1,4 milhão no caixa? Não. E esta diferença precisa ficar muito clara.

Em outra situação, uma área apresenta 20 ocorrências relevantes por trimestre. Depois de analisar causas, horários, locais e vulnerabilidades, Segurança e Operações implantam controles e o número cai para oito. Você pode acompanhar a Frequência de ocorrências, Severidade, Reincidência, Exposição associada e Eficácia dos controles. 

E não precisa colocar $$ em tudo. Aliás, colocar dinheiro onde não existe uma base minimamente defensável pode fazer o indicador perder credibilidade.

E os intangíveis?

Aqui temos um grande desafio. Confiança dos empregados. Sensação de segurança. Reputação. Capacidade de resposta. Credibilidade junto à Alta Gestão. Qualidade do relacionamento com comunidades/autoridades. Cultura de prevenção. Tudo isso pode ter valor enorme e, ao mesmo tempo, ser muito difícil de transformar diretamente em $$. Mas difícil de monetizar não significa impossível de medir.

Uma pesquisa de percepção pode acompanhar a confiança dos empregados na Segurança. Exercícios de crise podem medir tempo de mobilização e capacidade de resposta. Auditorias podem mostrar evolução de maturidade. Pesquisas com clientes internos podem indicar se a Segurança está facilitando ou dificultando processos. 

Talvez você não consiga dizer que a confiança dos empregados gerou R$ 850 mil, e tudo bem. Mas você pode demonstrar que a percepção positiva passou de 62% para 84%, que o tempo de mobilização da equipe de crise caiu de 25 para 11 minutos ou que a reincidência de determinada vulnerabilidade caiu 60%.

Lembre-se: O importante é não misturar as coisas. 😎

Dinheiro recuperado é uma coisa. Custo efetivamente reduzido é outra.

Perda evitada e produtividade preservada são situações diferentes.

Redução da exposição ao risco e valor intangível são categorias ainda mais delicadas e desafiadoras.

Se colocarmos tudo na mesma cesta e chamarmos de “economia gerada pela Segurança”, podemos produzir um número enorme... e uma credibilidade bem pequena.

Então quais KPIs devo utilizar?

A resposta que ninguém gosta: Depende.

Do negócio, dos ativos críticos, dos riscos, da operação e principalmente daquilo que a Alta Gestão precisa saber para tomar decisões. Mas talvez exista uma regra simples. Pegue um dos seus indicadores e pergunte repetidamente: E daí?

Realizamos 3.000 rondas.

E daí?

Identificamos 180 anormalidades. Melhorou.

E daí?

140 foram corrigidas antes de se transformarem em incidentes. 

Agora começamos a conversar. 😉

E quais eram os riscos? Quais áreas concentravam as anormalidades? Quais eram reincidentes? Quanto tempo demoramos para corrigir? Alguma delas poderia interromper a operação, causar uma perda ou atingir pessoas? Pronto. O número começou a virar informação. E a informação começou a virar decisão.

Avalie. Talvez o desafio não seja criar mais KPIs. Talvez seja conectar melhor os indicadores que já tem às consequências que realmente importam para o negócio.

E dá para calcular o retorno da Segurança?

Se começamos a falar em valor, inevitavelmente vamos chegar a duas siglas:

ROI — Return on Investment, ou Retorno sobre o Investimento.

ROSI — Return on Security Investment, ou Retorno sobre o Investimento em Segurança.

Parece simples: comparar aquilo que investimos com o benefício produzido. Mas imagine que a empresa investe R$ 300 mil em controles para reduzir um risco que poderia causar uma perda de R$ 3 milhões. Só que a perda não acontece. Então a Segurança gerou R$ 3 milhões?

Calma lá, Combatente. 😁

Como demonstrar quanto daquela perda realmente foi evitada? Qual era a probabilidade de o evento acontecer? Quanto o novo controle efetivamente reduziu essa probabilidade? E como separar dinheiro recuperado, custo reduzido, exposição evitada e valor intangível sem criar um número bonito, porém artificial?

A Segurança não decide sozinha quanto risco a organização aceita. Ela ajuda a estruturar essa conversa. É aí que ROI e ROSI começam a ficar realmente interessantes.

O que fica permanece é responder se é possível para calcular o retorno financeiro de algo que não aconteceu.

Mas isto é para um próximo artigo... 

Abraço

Referências:

From Hard Numbers to a Value Proposition: Crafting a Story for the C-Suite with Metrics

Metrics to Make Security Shine Beyond the Numbers

Security Metrics Evaluation Tool (Security MET)

Quantitative Risk Analysis — NISTIR 8286

Factor Analysis of Information Risk (FAIR) Standard v3.0


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Filmes e Séries sobre Liderança!

“Um líder é aquele que conhece o caminho, percorre o caminho e mostra o caminho”

John C. Maxwell

A palavra conduz, o exemplo arrasta. O Líder é o último a avançar na linha de servir (No rancho). Super CoCo (Supervisiona, Coordena e Comanda)... e assim são as Frases de quartel. 😂

E o LinkedIn também entra na esteira, mas olha, eu tinha minhas ressalvas sobre estes conteúdos, até prestar mais atenção nos cortes do Alexandre Cury. Aí comecei a utilizar a IA como mentora, e com as perguntas certas realmente consegui melhorar um pouco.

Aprender sobre Liderança não significa necessariamente sentar numa sala de aula. Temos diversas ferramentas que, quando combinadas, potencializam o aprendizado. Porque, na minha visão, Liderança tem muito mais a ver com integridade, atitude, fazer o que se fala, praticar o que se aprende e, principalmente, fazer o que é correto quando ninguém está olhando.

Algo que sempre curto nestas tramas é quando o bicho pega e precisam se aliar aos inimigos, ou nas situações de extrema inteligência emocional, tipo Game of Thrones. É aí que realmente o calo aperta. Ted Lasso talvez seja o exemplo mais óbvio desta lista, porém Liderança também aparece em Band of Brothers, quando alguém precisa tomar decisões sob pressão; em Chernobyl, quando assumir responsabilidade tem consequências enormes; em Succession, mostrando praticamente tudo aquilo que você não gostaria de encontrar numa organização; e até em The Office, onde o "Chefe" consegue ser, ao mesmo tempo, um desastre e uma aula ambulante sobre pessoas. 😂

Então, vamos à lista...

Ted Lasso (2020–?): Excelente! Esta série, que mais parece uma novela caricata, vai te fazer rir e chorar. Cheia de conflitos emocionais, é um prato cheio pra quem quer ser um Líder ou uma pessoa melhor. E esta temporada sobre futebol feminino, não se engane, esá excelente! Conseguiram, até agora, abordar ângulos de uma maneira bem interessante.

Suits (2011–2019): Excelente! Liderança vai ao extremo.

Wall Street (1987): Bom! E como a década de 80 foi boa.

Invictus (2009): Excelente. E com o ingrediente que visitei Pretória e onde rodaram as cenas na Presidência.

Band of Brothers (2001): Excepcional! Se você foi militar, não pode perder. 10 episódios + um bônus com depoimentos.

Chernobyl (2019): Excelente! São 05 episódios que você com certeza vai maratonar. Montagem perfeita entre ação, drama e conhecimento.

The Office (2005–2013): Excelente! Mas tem que entender o tipo de comédia e cada personagem. Entendo que são necessários uns 5 ou 6 episódios para isto. É tipo Seinfeld (1989–1998), só que no Escritório.

Succession (2018–2023): Excelente! Só o poder importa. Complicada pra caramba. Mundo selvagem dos negócios e trairagem pra todo lado. Vale também para entender e perceber como uma rede de TV pode escolher o candidato ou ditar as regras do país.

Mad Men (2007–2015): Excelente! O clima dos anos 60 Americano, as roupas, mulheres e todo o ambiente político da época, retratados de maneira impecável. Saudosismo é pouco. O personagem principal incorpora uma espécie vintage sexual de Steve Jobs. Explosivo!

Game of Thrones (2011 - 2019): Excelente. O final decepciona na 1ª vez, mas quando assisti pela 2ª vez, entendi que era necessário.

Ozark (2017-2022): Excelente! Em geral a história é simples, mas mexe com sua cabeça e, por vezes, surpreende demais!

Dead Poets Society (1989): Muito bom! Drama meio paradão mas com o apelo muito forte sobre como devemos seguir nossas vocações.

Remember the Titans (2000): Bom! Motivação na veia! E como eu gosto de filme assim!

The Big Short (2015): Muito bom! Bem feito e complicado, mas vale a pena. É sobre a explosão da bolha imobiliária nos USA.

Apollo 13 (1995): Bom! Os caras reproduziram, na Terra, as condições da nave para entender como resolver o problema.

Moneyball (2011): Bom! Gosto de filmes de esportes, superações e sonhos incríveis realizados.

Coach Carter (2005): Bom! É tipo o Remember the Titans (2000) com o Denzel Washington, só que este é de Basquete, e com o Samuel L. Jackson.

Darkest Hour (2017): Muito bom! Se você assistiu Dunkirk (2017) vai entender melhor a dificuldade que foi aquela evacuação e sua importância na WWII. E se não assistiu... assista depois deste que será melhor. E o Gary Oldman... impecável.

Sully (2016): Bom! É sobre um acidente aéreo com final feliz. Emocionante, mas porque remete ao inverso que sofreram nossas vítimas da LaMia (Chapecoense).

House of Cards (2013–2018): Muito boa, mas ainda não terminei. E a saída do Kevin Spacey da série complicou a sequência.

Steve Jobs (2015): Legal. Basicamente as mesmas histórias do legalzinho Jobs (2013). Como conhecimento, prefiro o primeiro porque é mais profissional. Como filme, o segundo entretém mais. Ouvi o audiobook do livro que direcionou ambos, e posso garantir que vale a pena.

Margin Call (2011): Bom, mas muito técnico e voltado para o Mercado Financeiro. Elenco forte e com enredo ao gosto de Maquiavel, foi inspirado no ambiente da crise financeira de 2008, que teve no colapso do Lehman Brothers um de seus episódios mais emblemáticos.

The Bear (2022–?): Excelente! Os primeiros episódios são confusos, mas depois q vc entende os personagens fica viciante. História de um cotidiano simples, com atuações incríveis do elenco. E a trilha sonora...

Ford v Ferrari (2019): Mto bom! E vc percebe q sacanagens, como as que o Rubinho Barrichello foi envolvido, ocorrem há muito tempo nas corridas automobilísticas. 😡

Glory (1989): Mto bom! Elenco cheio de estrelas. O filme mostra a difícil e longa caminhada do povo negro americano rumo à Liberdade.

Glengarry Glen Ross (1992): Legalzinho. Muita conversa, mas se você gosta de vendas raiz ou negociação, vai curtir. Com atuações excelentes e um elenco de tirar o chapéu.

Air (2023): Bom! A história sobre como Michael Jordam revolucionou os negócios da Nike Basquete. Mas não pense que você já sabe como será o desenvolvimento do filme. Vai te surpreender. Disponível na Prime Video.

The Founder (2016): Bom filme, mas te leva do céu ao inferno... e não te resgata de lá. Conta como o Mc Donalds se tornou mundialmente famoso. Até hoje penso sobre isto.

The Last Castle (2001): Bom! Pra relembrar o excelente Robert Redford e James Gandolfini.

Any Given Sunday (1999): Bom! Filme de futebol Americano, liderança, trairagens, etc. 

Patton (1970): Chato. Nunca entendi porque é tão ovacionado.

The Wolf of Wall Street (2013): Bom! Entretenimento garantido.

The Devil Wears Prada (2006): Bom! Este é um passeio de liderança e entretenimento. Mas o 2º filme... horroroso.

Onde assistir:

Netflix

  • Suits (2011–2019)*
  • Invictus (2009)
  • Ozark (2017–2022)
  • Apollo 13 (1995)
  • House of Cards (2013–2018)

Amazon Prime Video

  • Suits (2011–2019)
  • The Office (2005–2013)
  • Mad Men (2007–2015)
  • Air (2023)
  • Margin Call (2011)

Apple TV

  • Ted Lasso (2020–?)

HBO Max

  • Invictus (2009)
  • Band of Brothers (2001)
  • Chernobyl (2019)
  • The Office (2005–2013)
  • Succession (2018–2023)
  • Game of Thrones (2011–2019)
  • Sully (2016)
  • Any Given Sunday (1999)

Disney+

  • Wall Street (1987)
  • Mad Men (2007–2015)
  • Dead Poets Society (1989)
  • Remember the Titans (2000)
  • The Bear (2022–?)
  • Ford v Ferrari (2019)
  • Patton (1970)
  • The Devil Wears Prada (2006)

Paramount+

  • The Big Short (2015)

Universal+

  • Suits (2011–2019)
  • The Office (2005–2013)

Lionsgate+

  • Mad Men (2007–2015)

Oldflix

  • Remember the Titans (2000)
  • Glengarry Glen Ross (1992)

Outras assinaturas / canais Amazon

  • Moneyball (2011) — Sony One
  • The Founder (2016) — Diamond Films
  • The Wolf of Wall Street (2013) — Diamond Films

Aluguel ou compra — Apple TV Store / Amazon Video

  • Invictus (2009)
  • Apollo 13 (1995)
  • Moneyball (2011)
  • Coach Carter (2005)
  • Darkest Hour (2017)
  • Sully (2016)
  • Steve Jobs (2015)
  • Glory (1989)
  • The Founder (2016)
  • The Last Castle (2001)
  • The Wolf of Wall Street (2013)

Abraço

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Os Primeiros 5 Dias de um Gestor de Segurança

 

"Não há nada tão inútil quanto fazer com eficiência aquilo que nem deveria ser feito"

Peter Drucker

Assumir uma nova posição em Segurança traz uma tentação: chegar identificando falhas, propondo mudanças e mostrando resultado rapidamente. Calma lá, Combatente. 😁

Antes de mudar, é preciso entender. Os primeiros dias devem servir para conhecer o negócio, ouvir as pessoas, percorrer a operação e entender onde realmente estão os ativos, riscos e processos críticos. E, quando seu chefe diz: "Calma, não esperamos que você resolva ou saiba tudo logo de cara"... aproveite e faça a lição de casa.

E o que um Gestor de Segurança deveria fazer nos seus primeiros cinco dias na Empresa? De novo... vai com calma!

Você já se perguntou qual é o SEU objetivo? Então...

"Ter uma visão preliminar clara dos principais riscos, ativos e processos críticos, além das ações imediatas e de 30 e 90 dias."

Olha aí... a partir disso, você está preparando o terreno pro seu desempenho durante o período de experiência. E, se a grama estiver alta, melhor ainda. Porém, não se engane: vale a pena "pagar com sangue" nos primeiros meses.

Grama alta, sangue... que doideira! Explico:

Se a Segurança não estiver bem, é seu momento de acertar a casa. É uma enorme oportunidade de mostrar resultado e Governança. E não precisa ser gênio. É apenas fazer o básico, sem reinventar a roda.

Só que, pra isso, terá que ralar. Visitar posto por posto, ler procedimento por procedimento, contratos, realizar ronda com a Equipe às 3h da manhã... e assim vai. Em pouco tempo, você começará a enxergar conexões entre processos que, muitas vezes, cada área vê apenas pela própria perspectiva. E nem vou falar do respeito que a Equipe ou os demais empregados da Empresa terão por você. Porque, é claro, ninguém fez essas coisas. Só você mesmo ou quem lê meus artigos e aplica minhas sugestões.

O resultado você perceberá rapidamente. Quando for questionado pela Diretoria ou por outros Gestores, a resposta sairá naturalmente, pois você viveu aquilo. É aí que acontece a mágica. E passei por isso várias vezes: em determinado momento da conversa, quem está questionando acaba escorregando e você, sem pretensão ou soberba, demonstra que domina o assunto. Mas cuidado. Lembre-se de que você é o novato e, em certas situações, terá que se fazer de desentendido.

Para a semana inicial, basicamente, faça perguntas de entendimento, não de fiscalização. Nada de discurso de mudança. 

Base: "Quero entender como vocês trabalham e conhecer a operação."

De qualquer forma, vamos lá pra nossa tão esperada sequência:

Dia 1: Sua missão é entender

- Entender o negócio. E isso não será fácil. Pelo menos nunca é para mim. Por isso, busco falar com as mais diversas fontes. O famoso dois ouvidos e uma boca. Não é o momento de você brilhar, falar de você ou da empresa anterior. Sei que é difícil. Evite. Controle-se. Absorva o máximo que puder e, se possível, tente fazer perguntas que realmente valham a pena. Construa confiança;

- Tenha uma conversa estruturada com seu chefe. Pergunte: por que ele te contratou? O que ele espera que você entregue? O que está complicando a vida dele? O que não deve ser feito sem alinhamento? Basicamente, coloque seus objetivos nos trilhos dele.

Dia 2: Buscar as áreas-chave

Aqui, seu objetivo é percorrer o processo de ponta a ponta. Seguir o fluxo de valor, com olhar de Segurança. Para isso, é claro que você tem que conversar com os Gerentes da Empresa. Nem sempre será possível seguir a sequência das reuniões que você desenhou na cabeça, porém tenha em mente algumas prioridades:

- Responsável pela Operação, Planta ou Processamento;
- Segurança do Trabalho;
- Logística e Suprimentos;
- RH;
- Administração/Infra.

Bônus: fale com os técnicos mais experientes de cada uma dessas áreas. Eles têm prazer em ajudar. Peça indicação a cada Gestor; eles adorarão se livrar de você. 😂

E não se esqueça de entender: o que entra? O que sai? Onde está o ativo de maior valor? Onde há mais exposição? E o que pode parar o negócio?

Só que veja bem... nada de questionário. Uma small talk no começo pra quebrar o gelo (5 min) e cada pergunta encaixada durante a conversa. Em todo caso, provavelmente tudo isso será fornecido espontaneamente pelo próprio Gestor.

No final do dia, você terá que responder à questão:

"Em que ponto o material passa a ter valor que justifica um nível de proteção maior?"

Dia 3: Perguntas-chave às Lideranças

Agora você já conhece um pouco o fluxo. É hora de entender como as Lideranças enxergam a Segurança. E aqui sugiro que você tenha algumas perguntas padrão, que deverão ser feitas aos Gestores.

Dica: trabalhe antes sua inteligência emocional, resiliência e poker face, porque pode vir pedrada:

- O que a Segurança faz bem hoje?
- Onde mais te atrapalha/preocupa?
- Quais são os três pontos mais críticos da operação hoje?
- Se eu pudesse resolver só uma coisa pra sua área nos próximos 90 dias, qual seria?

Interessante... você consegue responder às mesmas questões sobre a própria Segurança? Então... reflita antes de sair por aí atirando.

Tudo isso parece complicado, e é. Porque terá o RH atrás de você querendo documentação, TI para entregar equipamento, etc.

O que pode te ajudar, e muito, é fazer esse tour pela Empresa com alguém que conheça bem o processo. Aí você se dá bem. Mas isso é raro, já que esse tipo de profissional nem sempre tem tempo à sua disposição.

Dia 4: Sua Equipe

Só conhecer a Equipe no 4º dia???

Sim. A não ser que você seja pego no fogo cruzado e caia de boca na missão, o que geralmente acontece. Aí, você terá que encaixar tudo isso lá pra cima. Mas tenha ciência de que não terá o mesmo efeito. Quando você já chega conhecendo o processo, e tão rápido, o impacto é enorme.

Para o time, divida em 3 temas:

- Pessoas: efetivo, escalas, contratos, qualificações. (Sim, CV de cada integrante. Sem preguiça);

- Procedimentos: quais existem, como funcionam, como estão escritos e o que realmente se aplica;

- Sistemas: tecnologias existentes, centro de controle, integrações, limitações etc.

Dia 5: Olhar pra fora

Comunidades, logística, rotas, capacidade de resposta. E aqui é onde você começa a preparar o médio/longo prazo, Gestão de Crises e afins:

- Autoridades e suporte disponível. Qual é o tempo real de resposta?
- Qual é a capacidade de apoio?
- Quais são as principais ameaças externas?
- Qual é o cenário externo que, se acontecer amanhã, pode parar a operação por 24, 48 ou 72 horas?
- Se algo acontecer nesse primeiro mês, quem responde? Em quanto tempo? Tem plano de contingência básico?

... e você achou que Relações Institucionais eram só pró-forma ou burocracia?! 😁

Ao final de cada dia: Consolidar

Anote. E muito.

E, se forem pontos demais, concentre-se no que saltar aos olhos ou for prioridade, principalmente para seu Gestor ou para a Alta Gestão:

- Faça um mapa preliminar de riscos. Priorize ações imediatas, de 30 dias e de 90 dias;
- Estabeleça dois ou três indicadores básicos, provisórios, para começar a medir.

No final dos cinco dias, você deverá ter uma primeira versão alinhada do plano 0–90 dias e uma mensagem clara à liderança:

"Entendi a operação, percorri o fluxo, avaliei controles de forma preliminar e identifiquei estes riscos prioritários. Aqui estão as ações imediatas e o plano de 30 e 90 dias."

Alerta! Alinhe tudo isso com seu Gestor antes de executar e apresente um plano mestre que atingirá os principais pontos levantados nesses cinco dias.

Próximos passos...

Em 3 meses você deve entregar:

- Diagnóstico consolidado;
- Vulnerabilidades críticas corrigidas;
- Procedimentos implementados;
- Equipe treinada;
- Indicadores estabelecidos.

E em 6 meses:

- Elevar a maturidade;
- Estabelecer uma governança clara;
- Integrar a Segurança com as demais áreas;
- Ter planos testados.

E não se esqueça: esses cinco dias serão incríveis, mas você terá que acertar o curso de várias coisas durante o desenvolvimento das ações. PDCA! 😉

Abraço

Referências:

ASIS – Enterprise Security Risk Management Guideline

ISO 31000:2018 – Risk Management

ASIS – Physical Asset Protection Standard


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