Filmes e séries sobre Gestão de Crises!



🚨 Crises| 🎯 Liderança| 📢 Comunicação | 🔄 Resiliência | 🎬😎 Entretenimento

E, de repente, 2026 se tornou o ano para “amolar o machado” profissionalmente. E uma das áreas que não podia ficar de fora é a Gestão de Crises!

A ideia é seguir a mesma linha do curioso post que fiz sobre filmes e séries: Filmes sobre Cybersecurity, Segurança da Informação & Hackers!

A proposta é simples: se divertir enquanto aprende. E, de quebra, ainda aproveitar para treinar o inglês ou o espanhol. Só fica meio estranho quando o filme é Alemão, por exemplo, e você resolve assistir com o áudio em español 😂. Mas acredite: você acaba se acostumando! Fiz isso com a excelente série Alemã Dark (2017-2020). Depois de uns dois episódios, deixa de parecer coisa de doido! 😉

Mas voltando... há uma cena no filme Evolution (2001) que chama a atenção. Diante de uma situação completamente fora do normal, o Governador Lewis (Dan Aykroyd) precisa tomar difíceis decisões. Pode parecer uma cena simples e engraçada, em um filme de comédia nonsense, mas existe uma boa lição de liderança ali. Ele deixa claro que não entende aqueles mapas e informações técnicas e, em vez de fingir que entende, faz o que se espera de quem está liderando uma crise: pede suporte a quem entende do assunto. Este não entrou na lista, como vários outros também ficaram de fora, mas fica aí a dica para aguçar sua percepção enquanto se diverte.

Chega de papo e vamos ao que interessa! Espero que gostem:

The Days (2023): Excelente! Sobre o Tsunami que resultou no acidente da Usina Nuclear de Fukushima. Legal também conhecer um pouco da cultura Japonesa e ver que já naquela época (2011) eles eram muito bons, mas não o suficiente. Uma aula!
Chernobyl (2019): Excelente! São 05 episódios que você com certeza vai maratonar. Montagem perfeita entre ação, drama e conhecimento.

Succession (2018–2023): Excelente! Só o poder importa. Complicada pra caramba. Mundo selvagem dos negócios e trairagem pra todo lado. Vale também para entender e perceber como uma rede de TV pode escolher o candidato ou ditar as regras do país.

House of Cards (2013–2018): Muito boa, mas ainda não terminei. E a saída do Kevin Spacey da série complicou a sequência.

Spotlight (2015): Bom! Vai te emocionar algumas vezes e pode até te marcar. Sobre padres e abusos sexuais.

Network (1976): Gostei, mas se perde um pouco no final. E sobre a TV... basicamente, continua atual.

Apollo 13 (1995): Bom! Os caras reproduziram, na Terra, as condições da nave para entender como resolver o problema.

The Martian (2015): Excelente! Tem umas cenas forçadas, mas é suspense/aventura das boas. E a trilha sonora 70/80's total!

Society of the Snow (2023): Muito bom! É tipo um remake do Survive! (1976), conta a incrível história da queda do avião Uruguaio na Cordilheira dos Andes. Não tem como não se impressionar ou emocionar.

Thirteen Lives (2022): Mto bom! Uma história real e incrível, de roer as unhas. Netflix.

Captain Phillips (2013): Legal, mas achei muito Hollywodiano.

Last Breath (2019): Bom! Real, impressionante e de perder o fôlego.

United 93 (2006): Legalzinho. Talvez porque não assisti na época com foco em Crise. Vale rever para reavaliar.

Sully (2016): Bom! É sobre um acidente aéreo com final feliz. Emocionante, mas porque remete ao inverso que sofreram nossas vítimas da LaMia (Chapecoense).

13 Hours - The Secret Soldiers of Benghazi (2016): Bom, mas tem que ter paciência com o embuste dos americanos e os excessos do Michael Bay.

Patriots Day (2016): Legal, e baseado no que realmente aconteceu. E a percepção do policial... incrível.

The Post (2017): Bom! Hanks e Streep... e um elenco pesado. E depois deste assista o bom "Mark Felt: The Man Who Brought Down the White House (2017)"... aí a sequência fica completa!

Margin Call (2011): Bom, mas muito técnico e voltado para o Mercado Financeiro. Elenco forte e com enredo ao gosto de Maquiavel, foi inspirado no ambiente da crise financeira de 2008, que teve no colapso do Lehman Brothers um de seus episódios mais emblemáticos.

Darkest Hour (2017): Muito bom! Se você assistiu Dunkirk (2017) vai entender melhor a dificuldade que foi aquela evacuação e sua importância na WWII. E se não assistiu... assista depois deste que será melhor. E o Gary Oldman... impecável.

Deepwater Horizon (2016): Bom! Filme em que explode tudo e ainda baseado em história real, é difícil não ser legal. Sobre o acidente da BP em 2010.

The Impossible (2012): Bom! Sobre o Tsunami na Tailândia. Baseado em história verídica, mas tem que ter paciência para a licença poética de Hollywood, claro.

Contagion (2011): Legal! Uma excelente visão do que viria a se concretizar no começo de 2020. Interessante que na época era só mesmo um filme daqueles de fim do mundo na moda, e que ninguém achava q realmente poderia acontecer.

A Hijacking (Kapringen, 2012): Excelente! Filme Dinamarquês sobre a negociação de um sequestro de navio.

Zero Day (2025): Bom! Enrola um pouco às vezes, mas é suspense que te prende.

Bombshell (2019): Bom! Uma boa pedida para o Dia da Mulher. Sem mimimi e contra tudo e todos... até contra elas mesmas, se necessário.

The 33 (2015): Muito bom! E ainda tem o Rodrigo Santoro no elenco. É sobre os mineiros soterrados no Chile!

The Wave (Bølgen, 2015): Legal. Filme Norueguês sobre tsunami gerado pelo deslizamento de uma montanha. Atual, e remete aos acontecimentos no Nepal! Aliás, o que vimos no Nepal foram cenas tão absurdas que até para o Hollywood seriam exageradas! 🙏

The Finest Hours (2016): Suspense legal e impressionante, de uma história real. Filme da Disney sobre o resgate de um navio à deriva.

Marathon - The Patriots Day Bombing (2016): Muito bom, mas prepare-se para chorar várias vezes. Documentário HBO sobre os atentados em 2013.

Mad City (1997): Legalzinho. Minha nota no IMDb foi 6.

Frost/Nixon (2008): Legalzinho. Minha nota no IMDb foi 6.

Erin Brockovich (2000): Legalzinho. Minha nota no IMDb foi 6.

Thank You for Smoking (2005): Legalzinho. Minha nota no IMDb foi 6.


Não vi ainda. Estão na fila:

Hotel Mumbai (2018)

Too Big to Fail (2011)

Wag the Dog (1997)

Shattered Glass (2003)

What is life Worth (2020)

Our Brand Is Crisis (2015)

E aí? Faltou agum na lista? Coloque nos comentários e talvez entre no post 😉

Para facilitar, segue link do IMDB, site que uso para minhas pesquisas sobre cinema, atores, etc. É só jogar o nome do filme na pesquisa e conferir a nota da Galera.

Onde assistir (Agosto26):

Netflix

  • The Days (2023)
  • House of Cards (2013–2018)
  • Apollo 13 (1995)
  • Society of the Snow (2023)
  • Zero Day (2025)
  • The Wave / Bølgen (2015)
  • Worth / What Is Life Worth (2020)
  • The Abyss / Avgrunden (2023)

HBO Max

  • Chernobyl (2019)
  • Succession (2018–2023)
  • Spotlight (2015)
  • Captain Phillips (2013) — também Prime Video / Sony One
  • Sully (2016)
  • Marathon: The Patriots Day Bombing (2016)
  • Too Big to Fail (2011)

Prime Video

  • Thirteen Lives (2022)
  • Captain Phillips (2013) — também HBO Max / Sony One
  • The Post (2017)
  • Contagion (2011)

Disney+

  • The Martian (2015)
  • Thank You for Smoking (2005)
  • The Finest Hours (2016)

Paramount+

  • 13 Hours (2016)

Filmelier+ / Lionsgate+

  • Deepwater Horizon (2016)
  • The Impossible (2012) — também Telecine
  • Bombshell (2019) — Lionsgate+

Disponíveis por assinatura

  • Network (1976)
  • Our Brand Is Crisis (2015)

Aluguel/compra digital

  • Frost/Nixon (2008) — Claro Video / Apple TV / Amazon Video
  • Erin Brockovich (2000) — Claro Video / Apple TV / Amazon Video
  • United 93 (2006) — Claro Video / Apple TV / Amazon Video
  • Patriots Day (2016) — Claro Video / Apple TV / Amazon Video
  • Darkest Hour (2017) — Claro Video / Apple TV / Amazon Video
  • Wag the Dog (1997) — Amazon Video

Indisponíveis atualmente no Brasil

  • Last Breath (2019)
  • Margin Call (2011)
  • The 33 (2015)
  • Mad City (1997)
  • Shattered Glass (2003)



Compartilhe:

República Dominicana

E lá fomos nós!

A República Dominicana é uma ilha na região do Caribe.
A parte ocidental da ilha é ocupada pelo Haiti.

E para estas férias, escolhemos a agradável região da Cabeza de Toro

E o excelente Sunscape Coco Punta Cana!
Um resort 4 estrelas all inclusive 😍

Sempre viajamos em "carreira solo", assim, o tal do all inclusive foi algo novo pra família!


E gostamos demais! Várias opções de restaurantes...
... tanto de dia quanto para a noite!


Lanches, almoço, bebidas, por todo lado... coisa de louco! 😁


Confesso que é um clubão de alto padrão...
... mas com atividades e conforto o tempo todo!


E o passeio na praia era obrigatório

Até tiramos uns dois dias só pra praia, que também tinha todo o conforto,
Mas mesmo gostando de praia, o Resort realmente nos cativou!

Show toda noite!


Neste teve até apresentação de pintura ao vivo!


Se a Dona Maria não amar tudo isto...
... não sei o que mais poderá deixar ela feliz!

Gostamos de conhecer um pouco dos países que visitamos, mas neste caso,
... não saímos do Resort. O carro alugado foi totalmente desperdiçado! 😂

E vou confessar, senti falta de não ter visitado a Capital Santo Domingo...
... mas não nos arrependemos de ter optado por este "confinamento"...
Foi excelente! 👊

Visita obrigatória na Lojinha do Resort 😉

Provavelmente não voltaremos, já que nossa regra é não retornar a países visitados, mas...

Curiosidade:

Um dos motivos de termos escolhidos a República Dominicana como destino de férias foi um vídeo engraçadíssimo que vimos uma vez na internet... vejam aí se concordam 👇


Abraço

Compartilhe:

Você sabe evitar que o conflito vire um incidente?

"Paz não é ausência de conflito, mas a capacidade de lidar com o conflito por meios pacíficos

Ronald Reagan

Gestores, líderes e profissionais de Segurança precisam saber agir antes que uma discussão se transforme em ameaça ou violência.

E se você acha que isso é assunto apenas da Segurança, vale lembrar que a prevenção e a gestão de conflitos também envolvem gestores e colaboradores (CISA). A própria OSHA recomenda o treinamento dos gestores e trabalhadores no reconhecimento de ameaças, resolução de conflitos e respostas não violentas.

Para facilitar, consolidei um checklist, para que você, ou seus colaboradores, consigam bater os olhos e usar durante uma situação real.

Quando uma conversa começa a virar um conflito?

  • Um cliente aumenta o tom de voz
  • Um colaborador reage de forma agressiva a uma orientação
  • Duas pessoas começam a discutir
  • Uma regra ou decisão é recebida com hostilidade
  • Alguém faz ameaças ou intimida outra pessoa

Lembre-se, você não precisa vencer a discussão. Precisa evitar que ela vire uma crise.

Então vamos lá!

RECONHEÇA → AVALIE → DESACELERE → REPORTE

RECONHEÇA

Perceba mudança de comportamento, hostilidade e sinais de escalada

AVALIE

Há ameaça? Arma? Risco de violência? Precisa de apoio?

DESACELERE
  • A forma como você reage pode determinar o rumo da discussão!
  • Controle primeiro a si mesmo
  • Mantenha distância e postura não ameaçadora
  • Ouça sem interromper
  • Fale baixo e devagar
  • Seja firme, não agressivo
  • Demonstre empatia: “Entendi sua preocupação”

DIGA: “Percebo que você está chateado. Quero entender o que aconteceu.”

NÃO DIGA: “Calma!”

  • Dê opções e estabeleça limites: Respeito é condição para continuar
  • Se possível, retire a “plateia”
  • Mostre caminhos possíveis
  • Há ameaça? Afaste-se e peça apoio

REPORTE

Registre o ocorrido e comunique situações de risco

EVITE:

❌ Discutir quem tem razão
❌ Gritar ou ironizar
❌ Apontar o dedo
❌ Invadir o espaço pessoal
❌ Fazer ameaças ou ultimatos desnecessários

Sugiro “em vez de dizer → diga”:

  • Acalme-se Percebo que você está chateado...”
  • Não posso ajudá-lo” → ✓ “Quero ajudar. O que posso fazer?
  • Eu sei como você se sente Entendo que você se sente...”
  • “Venha comigo Posso conversar com você?

E mais...

Das orientações CISA, podemos acrescentar linguagem corporal e ambiente. O guia é muito prático: manter postura relaxada mas alerta, ficar ligeiramente de lado em vez de diretamente de frente, mãos abertas e visíveis, movimentos lentos, respeitar o espaço pessoal e, quando possível, retirar curiosos do local. Também recomenda controlar quatro elementos da fala: tom, volume, velocidade e inflexão.

Da OSHA, teríamos três ideias. Primeiro, reconhecer sinais de alerta antes da violência: o treinamento deve incluir reconhecimento de sinais, avaliação de ameaça, ciclo de escalada e técnicas verbais de desescalada. Segundo, gestores também precisam ser treinados para reconhecer situações de alto risco, reduzir riscos, incentivar a comunicação de incidentes e cuidar adequadamente do pós-evento. Terceiro, não bastam DDS ou palestras: a OSHA destaca simulações e exercícios, porque praticar antes aumenta a capacidade de responder quando a situação acontece.

E olha, algumas atitudes que parecem ajudar podem, na verdade, até aumentar a tensão. Esteja preparado 😉

Seu objetivo não é vencer a discussão, mas evitar que o conflito se agrave.

Indico o excelente filme The Negotiator (1998), Prime Video/Netflix.

E olha que vídeo bacana da Polícia de Bangkok!

Fontes:


Protection of Assets (POA), da ASIS International. No volume Crisis Management. A própria ASIS disponibiliza um Workplace Violence Preparedness Checklist. O POA aborda prevenção, intervenção e resposta à violência no ambiente de trabalho, incluindo identificação de comportamentos preocupantes antes que evoluam para violência. A ASIS também possui o padrão Workplace Violence and Active Assailant — Prevention, Intervention, and Response (WVPI), que complementa o POA.


Abraço


Compartilhe:

Retrabalho: Como Integrar informações e evidências

 


“Não há nada tão inútil quanto fazer com eficiência aquilo que nem deveria ser feito"

Peter Drucker

Você já teve a sensação de que sua equipe apurou um caso e, no fim, descobriu que outras áreas já possuíam parte das mesmas informações? E que, se essas informações estivessem disponíveis desde o início, poderiam ter agilizado o processo, economizado tempo precioso ou até contribuído para a qualidade do resultado?

E aí vem a pergunta matadora: como integrar informações entre as áreas sem comprometer a independência das funções, a qualidade ou a estratégia das apurações? Onde sua área ou a Segurança Empresarial se encaixa em tudo isto?

Parece uma questão operacional, mas não é. E você, como Gestor, pode ser o catalisador dessa integração. Quando falamos sobre quem obtém a informação, quem pode utilizá-la, como as áreas se relacionam e até onde vai a responsabilidade de cada uma delas, entramos no campo da Governança.

Ah, a Governança! Para os níveis gerenciais e a alta liderança, essa palavra não é novidade. Mas, para posições intermediárias, staff ou bases operacionais, não se engane: ainda é um bicho de sete cabeças.

E veja que interessante: as áreas da Empresa utilizam, cada uma em sua esfera, parte dos riscos identificados pela organização e os transforma em ações concretas, como proteção de pessoas e ativos, controle de acesso, prevenção de perdas, inteligência, apurações, proteção de instalações, segurança das operações, resposta a incidentes, entre outras. Então, basicamente, a Segurança Empresarial deve estar estruturada sob os princípios da Governança e alinhada aos objetivos do negócio. O desafio é fazer essa conexão chegar à equipe, para que as pessoas entendam não apenas o que estão protegendo, mas, o mais importante, o porquê daquilo para o negócio. Estabeleça essa conexão com sua equipe e... voilà!

O problema talvez não seja falta de controle

Na Segurança Empresarial, costumamos ver que a equipe apurou e depois, RH, Jurídico, TI, Compliance, Auditoria ou outra área solicitaram novamente as informações. Ou o contrário: a equipe realizou o levantamento para, então, descobrir que boa parte das evidências já estava disponível em outra área. E mais, a dor de cabeça com a duplicidade de informação gerada. O problema, muitas vezes, não é falta de controle. É falta de integração entre as áreas.

Será que TI não tem aquele log que precisamos? Antes de iniciar determinado levantamento, verificamos o CFTV, os registros de acesso, as informações do RH ou os documentos do Compliance? Não é trabalhar mais, é trabalhar melhor e integrar com qualidade.

Perguntas simples podem reduzir o retrabalho e integrar o processo:

“Quem já verificou isso?”

“Essa evidência existe em outra área?”

“Posso utilizar essa informação com segurança e confiabilidade?”

“Compartilhar essa informação compromete alguma apuração em andamento?”

E, novamente, vale ressaltar: o Gestor de Segurança deve sempre avaliar se até mesmo a solicitação de documentos, evidências ou simples perguntas podem afetar a apuração ou criar viés nas demais áreas.

No Checklist POA, por exemplo, diferentes áreas podem contribuir com informações, mas cada uma continua decidindo aquilo que pertence à sua alçada. Penso que este artigo, ironicamente, integra a gestão estratégica proposta no POA.

Tudo isso parece óbvio

Aproveitar avaliações e evidências confiáveis que já existem. Pois é. Mas alguém precisa provocar essa integração, ou pelo menos começar. É aí que o Gestor de Segurança pode ampliar sua contribuição. Ele deixa de ser apenas um gerador de relatórios ou executor de controles e passa também a atuar como integrador de informações confiáveis para o negócio.

E o que isso significa para o comando da empresa?

Decisões mais rápidas, menos retrabalho, melhor utilização dos recursos e uma visão mais consistente dos riscos. Em outras palavras, melhor Governança.

Segurança estratégica não é aquela que simplesmente cria mais controles. É aquela que também consegue conectar, de maneira inteligente, as informações que já existem. Por isso, defendo que o Gestor de Segurança, além do conhecimento técnico profissional, deve se valer de cultura geral ampla e irrestrita. E saber conectar tudo isso à Segurança, às demais áreas, alta Gestão e aos objetivos do negócio.

E talvez seja justamente aí que a Segurança Empresarial dê um dos passos mais importantes em direção a uma atuação verdadeiramente estratégica: deixar de enxergar apenas seus próprios controles e começar a compreender como suas informações, seus riscos e suas decisões se conectam com o restante da organização.

Ter independência não significa isolamento. Integrar evidências não significa integrar investigações. Uma Segurança Empresarial madura não precisa escolher entre integração e independência. Precisa aprender a administrar as duas.

Integração sem critério pode gerar risco. Integração com responsabilidade gera valor.

Porque proteger o patrimônio continua sendo fundamental, mas entender como essa proteção contribui para o negócio é o que transforma Segurança Patrimonial em Segurança Empresarial.

Para mais temas interessantes, acesse 5 minutos de Segurança 😉

Fonte: Checklist de Gestão de Segurança – Proteção de Ativos (POA)

Fonte e licença: Este artigo utiliza como referência a publicação... 

O Novo Modelo das Três Linhas (IIA 2026): o que mudou, como aplicar e sua integração com a ISO 31000

... da t-Risk – Plataforma de Gestão de Riscos, disponibilizada sob a licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional (CC BY-NC 4.0). Os conceitos utilizados foram interpretados e contextualizados pelo autor para aplicação à Segurança Empresarial. O conteúdo deste artigo não representa reprodução integral da obra original.

Abraço


Compartilhe:

Checklist de Segurança — Protection of Assets (POA)


Profissionais de Security, aqui está o seu “Santo Graal”. 

Quer atuar como um CPP? Então siga esta Ultimate Version. 😉 


Checklist - Protection of Assets / POA


1. GOVERNANÇA E GESTÃO DA SEGURANÇA

    • Definir claramente a missão da área de Segurança.
    • Identificar quem são os “clientes” internos e externos da Segurança.
    • Alinhar os objetivos da Segurança aos objetivos estratégicos da organização.
    • Definir objetivos estratégicos e metas para a área.
    • Definir estrutura organizacional, responsabilidades e autoridade.
    • Estabelecer papéis de planejamento, organização, direção, coordenação e controle.
    • Integrar Segurança às demais áreas do negócio.
    • Estabelecer políticas corporativas de segurança.
    • Transformar políticas em procedimentos operacionais claros.
    • Garantir que procedimentos sejam divulgados às pessoas afetadas.
    • Criar processos de controle da execução das políticas.
    • Estabelecer métricas e indicadores.
    • Avaliar periodicamente se os objetivos de segurança estão sendo alcançados.
    • Registrar resultados, falhas, incidentes e aprendizados.
    • Ajustar programas com base nos resultados.
    • Criar cultura de qualidade dentro da Segurança.
    • Padronizar processos sempre que possível.
    • Implantar mecanismos de melhoria contínua.
    • Rever políticas e procedimentos diante de mudanças organizacionais ou de risco.
    • Trabalhar com abordagem de planejamento → gestão → avaliação → melhoria. 

O POA trata explicitamente essas três funções como ferramentas centrais e inclui relatório, documentação e ajuste como partes da avaliação.

  2. GESTÃO DE RISCOS

    • Identificar os ativos que precisam ser protegidos.
    • Identificar ameaças relevantes.
    • Identificar vulnerabilidades.
    • Avaliar impacto potencial das perdas.
    • Estimar probabilidade/possibilidade dos cenários.
    • Priorizar os riscos.
    • Documentar os resultados da avaliação de riscos (Risk Assessment).
    • Definir critérios de risco aceitável.
    • Selecionar tratamentos proporcionais ao risco.
    • Evitar controles excessivos para riscos pequenos.
    • Concentrar recursos nos riscos com maior possibilidade de dano.
    • Avaliar os controles já existentes.
    • Identificar lacunas (gaps) de proteção
    • Reavaliar riscos quando o ambiente mudar.
    • Atualizar os planos após incidentes relevantes.
    • Incorporar riscos físicos, humanos, informacionais, operacionais e externos.
    • Considerar risco para pessoas, operações, reputação e continuidade.
    • Relacionar investimentos de segurança à redução de exposição.

3. FINANÇAS, ORÇAMENTO E VALOR DA SEGURANÇA

    • Elaborar orçamento formal da Segurança.
    • Conhecer os custos fixos e variáveis da operação.
    • Registrar custos de incidentes e perdas.
    • Manter base histórica de perdas.
    • Estabelecer método uniforme de reporte de perdas.
    • Capturar dados de incidentes de forma sistemática.
    • Analisar tendências das perdas.
    • Demonstrar financeiramente os benefícios dos controles.
    • Aplicar análise custo-benefício.
    • Avaliar retorno dos investimentos em proteção.
    • Comparar custo do controle com exposição ao risco.
    • Buscar o menor custo compatível com o resultado necessário.
    • Rever controles que custam mais do que o benefício produzido.
    • Priorizar controles procedimentais quando forem suficientes e mais econômicos.
    • Criar indicadores financeiros para Segurança.
    • Apresentar à administração o valor produzido pela área.
    • Revisar o plano se custo e resultado não estiverem equilibrados. 

O POA é bastante explícito: operações devem ser conduzidas da maneira menos dispendiosa que ainda seja eficaz, mantendo o menor custo compatível com o resultado e buscando o maior retorno possível.

4. SEGURANÇA FÍSICA

    • Definir os objetivos do Physical Protection System — PPS.
    • Vincular os objetivos do PPS à estratégia da empresa.
    • Realizar identificação de ativos.
    • Realizar avaliação de ameaças.
    • Realizar avaliação de vulnerabilidades.
    • Avaliar consequências/perdas.
    • Projetar proteção considerando dissuasão, detecção, retardo e resposta.
    • Integrar pessoas, procedimentos e tecnologia.
    • Definir critérios mensuráveis de desempenho.
    • Avaliar perímetros.
    • Avaliar barreiras.
    • Avaliar entradas e saídas.
    • Avaliar controle de acesso de pessoas.
    • Avaliar controle de veículos.
    • Avaliar fechaduras, portas, cofres e áreas restritas.
    • Avaliar iluminação de segurança.
    • Avaliar sensores internos e externos.
    • Avaliar vídeo/CFTV.
    • Avaliar alarmes e comunicação de alarmes.
    • Integrar alarmes e capacidade de resposta.
    • Verificar se o tempo de detecção + avaliação + resposta é compatível com o tempo de penetração do adversário.
    • Testar efetividade do sistema como um todo.
    • Criar planos compensatórios para falha de equipamentos.
    • Manter documentação técnica atualizada.
    • Registrar manutenção, falhas e falsos alarmes.
    • Realizar testes periódicos diurnos e noturnos.
    • Testar equipamentos contra as ameaças consideradas no projeto.
    • Treinar operadores.
    • Realizar manutenção preventiva.
    • Fazer calibração, alinhamento e verificação de sensibilidade.
    • Registrar treinamento e manutenção.
    • Planejar substituição tecnológica e ciclo de vida.
    • Testar depois de modificações significativas.

O POA orienta expressamente instalação, manutenção, testes, operação, treinamento, manutenção periódica, testes operacionais e planos compensatórios em caso de perda de equipamentos.

5. CPTED E AMBIENTE FÍSICO

    • Avaliar visibilidade e vigilância natural.
    • Eliminar pontos cegos.
    • Avaliar paisagismo que possa esconder pessoas.
    • Definir claramente espaços públicos e privados.
    • Direcionar naturalmente os fluxos de pessoas.
    • Avaliar acessos e circulação.
    • Avaliar estacionamentos.
    • Avaliar iluminação.
    • Criar linhas de visão adequadas.
    • Usar sinalização clara.
    • Controlar áreas de permanência e reunião.
    • Manter áreas externas em boas condições.
    • Integrar arquitetura, operações e tecnologia.
    • Avaliar se o ambiente facilita comportamento indevido.
    • Incorporar segurança ainda na fase de projeto de instalações. 

O POA trabalha vigilância, acesso natural, territorialidade, definição de limites, gestão e manutenção como componentes do CPTED.

6. VIGILANTES E OPERAÇÕES

    • Definir exatamente por que vigilantes são necessários.
    • Não utilizar mão de obra de segurança como solução isolada.
    • Dimensionar efetivo conforme risco e função.
    • Comparar uso de pessoas com soluções tecnológicas.
    • Reavaliar periodicamente a necessidade do número de postos.
    • Definir requisitos de contratação.
    • Realizar seleção adequada.
    • Definir qualificações mínimas.
    • Elaborar as diretrizes gerais.
    • Elaborar atribuições específicas de cada posto.
    • Definir supervisão.
    • Criar escalas adequadas.
    • Estabelecer padrão de relatórios e livros de ocorrência.
    • Analisar os relatórios produzidos pela equipe.
    • Criar programa inicial de treinamento.
    • Fazer levantamento das necessidades de treinamento.
    • Criar currículo conforme função e risco.
    • Testar conhecimento e desempenho.
    • Manter treinamento contínuo.
    • Treinar observação e relato de incidentes.
    • Treinar comunicação.
    • Treinar controle de acesso.
    • Treinar proteção da informação.
    • Treinar resposta a emergências.
    • Treinar safety.
    • Treinar procedimentos do posto.
    • Treinar sobre violência no ambiente de trabalho.
    • Treinar resolução de conflitos.
    • Treinar controle de multidão quando necessário.
    • Treinar primeiros socorros conforme função.
    • Treinar crisis management.
    • Treinar requisitos legais.
    • Treinar uso da força quando aplicável.
    • Avaliar desempenho após treinamento.
    • Manter evidências e registros de capacitação.
    • Criar caminhos de carreira e desenvolvimento.
    • Auditar execução das atribuiçções de cada posto.
    • Analisar desempenho de prestadores terceirizados.
    • Formalizar Scope of Work em contratos.
    • Definir SLAs/KPIs e responsabilidades contratuais.
    • Fazer avaliação técnica das propostas.
    • Administrar continuamente o contrato. 

O POA recomenda treinamento básico e contínuo baseado nas funções, com currículo formal, testes e temas como legislação, operação, armas, administração, eletrônica, transporte e uso da força.

7. INVESTIGAÇÕES

    • Criar política formal de investigações corporativas.
    • Obter aprovação da alta administração para os protocolos.
    • Definir quem pode iniciar uma investigação.
    • Definir quem conduz.
    • Definir quem deve ser informado.
    • Definir quando o Jurídico deve participar.
    • Definir quando RH deve participar.
    • Definir critérios de encaminhamento à polícia.
    • Avaliar credibilidade da denúncia e da fonte.
    • Preservar evidências.
    • Identificar a necessidade de preservar o local.
    • Entrevistar testemunhas prioritárias.
    • Priorizar informações perecíveis.
    • Registrar quem recusou entrevista.
    • Registrar condições ambientais relevantes.
    • Registrar todos os envolvidos na resposta inicial.
    • Fazer entrevistas complementares.
    • Consultar bancos de dados relevantes.
    • Documentar todas as notificações.
    • Identificar gaps de informação.
    • Definir como preencher cada gap.
    • Corroborar evidências.
    • Manter objetividade.
    • Evitar pré-julgamento.
    • Formular hipóteses e permitir que mudem diante dos fatos.
    • Manter confidencialidade.
    • Produzir relatório formal.
    • Inserir casos em base pesquisável.
    • Registrar necessidade de acompanhamento (follow-up).
    • Realizar controle de qualidade do processo investigativo.
    • Treinar Segurança no protocolo.
    • Coordenar investigações de má conduta ou violação de regras com RH e Jurídico.
    • Criar programa de due diligence.
    • Fazer due diligence de parceiros.
    • Fazer due diligence de fornecedores.
    • Fazer due diligence de possíveis aquisições/joint ventures quando aplicável.
    • Criar processo de background screening.
    • Definir critérios legais para coleta e uso das informações.
    • Documentar entrevistas investigativas.
    • Preservar cadeia de custódia quando aplicável.
    • Produzir recomendação de ação corretiva ao final. 

O protocolo-modelo do POA inclui exatamente credibilidade da fonte, evidências, entrevistas, registros, consultas a bancos, gaps, notificações, encaminhamento e documentação.

8. INFORMAÇÃO E CONVERGÊNCIA FÍSICO-CYBER

    • Inventariar ativos de informação.
    • Classificar informação por criticidade.
    • Identificar quem realmente precisa acessar cada informação.
    • Implementar need-to-know.
    • Definir controles físicos e eletrônicos.
    • Criar política de Information Asset Protection.
    • Criar política de privacidade.
    • Nomear responsável pelo programa de privacidade.
    • Avaliar riscos à confidencialidade, integridade e disponibilidade.
    • Fazer due diligence de pessoas com acesso privilegiado.
    • Sugerir e vetar fornecedores e terceiros.
    • Utilizar NDAs contratuais quando apropriado.
    • Rever periodicamente screening e vetting.
    • Controlar visitantes.
    • Identificar visitantes por identificação.
    • Restringir fotografia em áreas sensíveis.
    • Restringir acesso a instalações produtivas.
    • Proteger protótipos e modelos como informação sensível.
    • Destruir protótipos obsoletos de forma segura.
    • Proteger materiais durante transporte.
    • Criar política de retenção de documentos.
    • Eliminar documentos obsoletos regularmente.
    • Destruir informações de forma que não possam ser reconstruídas.
    • Registrar quando e onde ocorreu a destruição.
    • Armazenar material aguardando destruição em recipiente seguro.
    • Selecionar cuidadosamente empresas de destruição.
    • Restringir acesso a processos produtivos.
    • Separar informações de diferentes níveis de classificação.
    • Utilizar barreiras visuais quando necessário.
    • Criar plano de resposta a perda/vazamento.
    • Criar processo de recuperação.
    • Integrar Segurança Física e Cybersecurity.
    • Avaliar o impacto de controles tecnológicos sobre o risco corporativo. 

Diversas dessas medidas — destruição segura, retenção, transporte, controle de protótipos, NDAs, identificações, screening e revisão de vetting — estão explicitamente descritas no POA.

9. CRISE, EMERGÊNCIA E CONTINUIDADE

    • Fazer análise das emergências relevantes para cada site.
    • Elaborar Emergency Operations Plan — EOP corporativo.
    • Elaborar planos locais específicos.
    • Criar Business Continuity Plan.
    • Definir processos e operações críticas.
    • Definir ações de mitigação.
    • Definir preparação/prontidão.
    • Definir resposta.
    • Definir recuperação.
    • Definir critérios de ativação dos planos.
    • Formar Crisis Management Team — CMT.
    • Incluir áreas relevantes no CMT.
    • Definir autoridade e responsabilidades.
    • Definir processo de decisão.
    • Definir alternativas de ação.
    • Definir comunicação de crise.
    • Preparar estratégia de mídia.
    • Definir comunicação com familiares/vítimas.
    • Definir interface com autoridades.
    • Definir interface com agências externas.
    • Definir recursos disponíveis.
    • Definir fornecedores emergenciais.
    • Criar Emergency Operations Center/Crisis Management Center.
    • Controlar acesso ao Operations Center/Crisis Management Center.
    • Criar EOC alternativo em outro local.
    • Garantir comunicações redundantes.
    • Garantir energia de emergência/redundante (backup).
    • Prever recursos essenciais para operação prolongada.
    • Criar listas atualizadas de contatos.
    • Treinar integrantes do CMT.
    • Realizar exercícios.
    • Testar planos.
    • Avaliar exercícios.
    • Registrar lições aprendidas.
    • Corrigir planos.
    • Repetir exercícios periodicamente.
    • Preparar equipes para situações não previstas.
    • Garantir flexibilidade decisória. 
    • Coordenar implantação dos contingency plans.
    • Coordenar recursos para as equipes de resposta.
    • Coordenar áreas internas e externas.
    • Desenvolver cursos alternativos de ação.
    • Definir media management.
    • Definir EOC primário e alternativo.

O POA enfatiza que não basta ter procedimento: ele deve ser planejado e testado, e grandes organizações devem ter EOP corporativo mais planos específicos por local.

10. AMEAÇAS, BOMBAS E SITUAÇÕES ESPECIAIS

    • Fazer avaliação específica do risco de ameaça quando aplicável.
    • Monitorar tendências.
    • Identificar possíveis alvos.
    • Conhecer contexto político, social e operacional.
    • Criar equipe de avaliação de ameaças.
    • Criar procedimentos para recebimento de ameaças.
    • Treinar pessoas para reconhecer e reportar objetos suspeitos.
    • Treinar gestores para responder a relatos.
    • Manter áreas organizadas para facilitar identificação de objetos incomuns.
    • Implementar defense-in-depth.
    • Estabelecer distância de segurança sempre que possível.
    • Integrar controle de acesso, vídeo, rondas e sensores.
    • Definir critérios de evacuação total, parcial ou permanência.
    • Coordenar Security, Infra, Safety, RH, Meio Ambiente, Operações, Relações Públicas e Finanças.
    • Atualizar os planos à medida que o cenário muda.
    • Fazer exercícios antes de precisar do procedimento de verdade. 

O POA recomenda risk assessment precoce, revisão conforme o ambiente muda, conscientização dos funcionários/equipe, treinamento de gestores, controles em profundidade e equipamentos integrados ao plano.

11. PROTEÇÃO EXECUTIVA E RISCOS EM VIAGENS

    • Realizar avaliação de risco de Proteção Executiva individualmente.
    • Identificar quem poderia desejar causar dano ao executivo.
    • Avaliar exposição pública.
    • Avaliar patrimônio e estilo de vida.
    • Avaliar adversários e fontes de informação sobre o executivo.
    • Avaliar padrões de deslocamento.
    • Determinar nível de proteção proporcional ao risco.
    • Avaliar escritório.
    • Avaliar residência.
    • Realizar reconhecimento e planejamento antecipado.
    • Definir recursos e apoio.
    • Evitar simplesmente distribuir recursos igualmente entre todas as ameaças; priorizar as mais relevantes.
    • Classificar risco de países.
    • Definir regras para viagens conforme nível de risco.
    • Preparar e conscientizar o viajante sobre os riscos de segurança antes da viagem.
    • Avaliar hotel e residência.
    • Avaliar meios de transporte.
    • Avaliar saúde/assistência médica no destino.
    • Fazer a avaliação dos riscos de saúde relacionados à viagem.
    • Dar treinamento adicional para destinos de alto risco.
    • Estabelecer contato de emergência.
    • Avaliar fornecedores locais de segurança.
    • Vetar motoristas e apoio doméstico quando aplicável.
    • Avaliar supply-chain partners no exterior.
    • Analisar legalidade de background checks e testes locais.
    • Preparar procedimentos para prisão/detenção.
    • Preparar resposta a Sequestro/Resgate/Extorsão.
    • Avaliar necessidade de Seguro contra Sequestro, Resgate e Extorsão.
    • Proteger informações levadas em viagens.
    • Avaliar riscos de espionagem, escuta clandestina/interceptação indevida (eavesdropping).
    • Utilizar medidas seguras de comunicação.
    • Monitorar e ajustar o programa continuamente. 

O POA recomenda risk assessment do alojamento/local, avaliação médica do viajante, avaliação dos meios de transporte, hotéis, apoio local, políticas de teletrabalho e due diligence de parceiros internacionais.

12. EVENTOS CORPORATIVOS

    • Realizar risk assessment específico para cada evento.
    • Não assumir que eventos recorrentes possuem sempre o mesmo risco.
    • Levantar público estimado.
    • Avaliar perfil da audiência.
    • Avaliar local.
    • Avaliar entradas/saídas.
    • Garantir acesso de emergência.
    • Definir proteção de VIPs.
    • Definir o gerenciamento da multidão.
    • Definir controle de acesso.
    • Definir recursos humanos.
    • Definir recursos tecnológicos.
    • Definir emergência médica.
    • Elaborar plano preventivo e reativo.
    • Treinar pessoal especificamente para o evento.
    • Considerar contratar especialistas quando a capacidade interna não for suficiente.
    • Avaliar o evento novamente imediatamente antes da execução.
    • Realizar reunião de avaliação pós-evento. 

O POA deixa claro que eventos exigem planos preventivos e reativos próprios porque as condições podem mudar mesmo quando o evento acontece todos os anos no mesmo local.

13. FRAUDE, FURTO E PREVENÇÃO DE PERDAS

    • Criar processo sistemático de reporte de perdas.
    • Criar canal para denúncias.
    • Proteger confidencialidade dos denunciantes.
    • Analisar padrões de perdas.
    • Investigar discrepâncias.
    • Integrar Segurança, Auditoria, Compliance, RH e Jurídico.
    • Identificar oportunidades para fraude/furto.
    • Segregar funções quando necessário.
    • Criar controles procedimentais.
    • Monitorar exceções.
    • Manter registros suficientes para investigação.
    • Realizar due diligence em parceiros e fornecedores.
    • Identificar causas de fraudes.
    • Realizar corrective actions.
    • Avaliar eficácia dos controles após incidentes.

14. CONSCIENTIZAÇÃO E CULTURA DE SEGURANÇA

    • Criar programa formal de Conscientização de Segurança.
    • Identificar os públicos-alvo.
    • Definir comportamentos desejados.
    • Comunicar responsabilidades individuais.
    • Ensinar reconhecimento de ameaças.
    • Ensinar como reportar comportamentos/eventos suspeitos.
    • Comunicar consequências do descumprimento de políticas.
    • Utilizar vários canais de comunicação.
    • Reforçar treinamento periodicamente.
    • Medir a eficácia do programa de conscientização.
    • Ajustar campanhas conforme incidentes e riscos.
    • Envolver líderes.
    • Tratar Segurança como responsabilidade de todos.

15. VIOLÊNCIA NO TRABALHO

    • Criar política de prevenção de violência no trabalho.
    • Criar processo de reporte.
    • Estabelecer equipe multidisciplinar.
    • Definir critérios para avaliar o risco de ameaça/violência.
    • Treinar gestores para reconhecer sinais e relatar preocupações.
    • Avaliar ameaças individualmente.
    • Coordenar Security, RH, Jurídico e Safety.
    • Documentar avaliações.
    • Criar planos de gerenciamento e intervenção.
    • Definir quando envolver autoridades.
    • Fazer acompanhamento após incidentes.
    • Rever controles e políticas depois do evento.

16. ÉTICA, JURÍDICO E COMPLIANCE

    • Adotar código de ética.
    • Comunicar padrões éticos.
    • Definir conflitos de interesse.
    • Treinar pessoal de Segurança em limites legais.
    • Identificar leis e regulamentos aplicáveis.
    • Manter licenças e autorizações em ordem.
    • Consultar Jurídico regularmente.
    • Rever políticas sempre que legislação mudar.
    • Verificar legalidade de novas tecnologias.
    • Verificar privacidade e proteção de dados.
    • Avaliar responsabilidades civis.
    • Avaliar aspectos trabalhistas.
    • Definir regras de preservação de evidências.
    • Treinar pessoas que possam prestar depoimentos.
    • Documentar ações relevantes.
    • Preparar Segurança para auditorias e inspeções.
    • Garantir evidências de compliance.

Não tomar como referência automática a legislação norte-americana/canadense do POA para operações brasileiras; o próprio material é organizado predominantemente em torno da legislação desses países. Para aplicação real, validar requisitos locais com Jurídico.

O POA recomenda revisões frequentes com o Jurídico porque a legislação muda continuamente.

17. TERCEIROS, FORNECEDORES E CONSULTORES

    • Identificar quais competências não existem internamente.
    • Determinar quando contratar especialista externo.
    • Definir escopo formal.
    • Realizar due diligence do consultor.
    • Verificar experiência e qualificações.
    • Avaliar conflito de interesses.
    • Verificar seguros profissionais.
    • Definir entregáveis.
    • Definir prazos.
    • Definir confidencialidade.
    • Avaliar custos.
    • Estabelecer contrato.
    • Acompanhar execução.
    • Exigir transferência de conhecimento quando aplicável.
    • Utilizar consultores para validação independente quando necessário.
    • Rever recomendações antes da implementação. 

O próprio POA lista usos como identificar problemas, avaliar programas, revisar orçamento, treinar pessoas, validar atividades, melhorar contratos e alertar administração para riscos.

18. QUALIDADE, AUDITORIA E MELHORIA CONTÍNUA

    • Documentar políticas.
    • Documentar procedimentos.
    • Definir responsáveis.
    • Criar registros/evidências.
    • Criar indicadores.
    • Definir metas.
    • Monitorar desempenho.
    • Auditar processos.
    • Registrar não conformidades.
    • Analisar causas.
    • Criar ações corretivas.
    • Definir responsáveis e prazo.
    • Verificar eficácia das ações.
    • Realizar análise crítica pela gestão.
    • Atualizar procedimentos.
    • Retreinar pessoas quando necessário.
    • Testar os sistemas novamente.
    • Registrar lições aprendidas.
    • Incorporar os aprendizados no próximo ciclo.
    • Manter o ciclo Plan → Do → Check → Act como lógica de gestão. 

O material relaciona explicitamente sistemas de gestão de segurança e resiliência a critérios auditáveis para estabelecimento, verificação, manutenção e melhoria do sistema.

👊

Como sugestão, eu colocaria tudo isto em uma planilha com mais 05 colunas:

Status | Evidência | Gap encontrado | Plano de ação | Prioridade

Inciciaria com a revisão geral sobre a maturidade da empresa em cada linha, desconsiderando neste primeiro momento, aquilo que foge aos olhos ou que necessita entendimento mais detalhado.

E então passar a aplicar o PDCA, pelo menos o que for prioridade ou o que conseguir de imediato (Ganhos rápidos).

Este checklist não descreve apenas tarefas de segurança: organiza a função de Segurança como um sistema de gestão alinhado aos objetivos do negócio.

Para um gestor de segurança, o mais importante não é ser o melhor especialista técnico em cada uma das áreas, mas dirigir e governar o sistema

Estabelecer a estratégia

Definir políticas e prioridades

Gerir riscos

Coordenar equipes e recursos

Estabelecer indicadores

Avaliar resultados

Assessorar a alta administração na tomada de decisões

A ideia é estabelecer uma base coerente, abrangente e atual para a gestão da Segurança Corporativa em nível gerencial. Com foco mais executivo, não são apenas disciplinas de segurança empresarial, e sim um modelo de gestão. 

A pergunta não é "o que eu sei fazer?", mas "como gerir tudo isto para gerar resultado na empresa?"

Então, por tópico: 

Governança define missão, políticas, estrutura e métricas. 

Riscos definem prioridades e investimentos. 

Finanças justificam valor e orçamento. 

Segurança física e vigilância garantem um sistema integrado que funciona. 

CPTED influencia projetos e Infra. 

Investigações criam método, critérios e interfaces. 

Convergência físico-cyber exige coordenação com TI. 

Gestão de crises assegura preparação e resiliência. 

Ameaças especiais, proteção executiva, eventos e prevenção de perdas são programas que o gestor supervisiona com políticas, governança, indicadores e parcerias internas. 

Cultura, conformidade, gestão de terceiros e melhoria contínua garantem sustentabilidade e evolução do sistema. 

Esse, para mim, é o verdadeiro papel gerencial em segurança empresarial.

... e assim por diante. 

Para saber mais acesse Como se tornar um CPP

Boa caçada! 💪👮


Compartilhe: