Meu 1º amor

Kátia (irmã), Simone, Mônica, Marcelo, Moscouzinho & Cláudia
Todos primos
Meus pais foram convidados a comparecer à Escola Municipal de 1º Grau João Domingues Sampaio pq seu filho lindo, loirinho e encapetado estava aprontando das suas.



Parenteses: Escrevi e falei tantas vezes o nome da instituição q acho mais fácil esquecer o meu nome do q as palavras iniciais de todos os cabeçalhos q preenchi nos 8 anos em q fiquei naquela excelente escola... e pública, pasmem!



Voltando...



- Vai vc Armando. Este assunto é pra homem resolver! - Ordenou minha mãe ao meu pai.



Não tenho a memória mto boa e contava com meus apenas 6 anos de idade, porém este acontecimento foi um marco na minha vida. A expectativa de levar uma surra, como sempre, tirava minhas preciosas horas de sono... caramba... pq então eu nunca tomava jeito e sempre voltava a fazer as mesmas, e mtas outras merd@s? rsrsr



- Seu Armando... seu filho... como posso dizer... estava "se amassando" (beijando muuuiiitttooo, na época!) com uma amiguinha lá atrás do prézinho... e isto já não é a 1ª vez... - Disse toda constrangida a Diretora.



Hahaha... 6 anos... hahaha



Eu fiquei a maior parte do tempo com cara de paisagem, mas em determinado momento... com mta coragem e esforço... olhei para meu pai para sentir a reação do velho... só pra saber qual o nível de sova eu levaria qdo chegasse em casa... Incrível... fui ver aquele olhar novamente apenas 13 anos depois... qdo me formei no CPOR - SP.



Isto mesmo... o homem estava com um sorriso escondido e tão ogulhoso do filho q, mesmo para uma criança, era possível saber q eu não sofreria retaliações... jamais! rsrsrs A partir daí, pelo menos com meu pai, eu sabia q este tipo de ocorrência nunca seria um problema pra mim...



Bom... mas vamos pro título do post... a menina em questão era uma namoradinha minha, mas eu estava interessado mesmo era na irmã dela... deu mó rolo depois! rsrsrs



Não sei se foi o 1º amor, mesmo pq com o passar dos anos vamos descobrindo q vários tipos deles existem... o de namorado, de marido, de amante, de pai, de ser humano, de safado... e assim vai.



Pouco tempo depois deste rápido affair... me envolvi com uma garoinha chamada Simone... e este sim foi mais romântico. E familiar! A verdade é q o amor entre primos foi o mais fofo... e durou bastante. Não tinha como ser diferente... minha prima Simone era uma menina linda... e tb me curtia... pode? rsrsr



A família achava bonitinho e monitorava as atividades... e antes q pensem em sacanagem... não tinha sacanagem! Mas sim mta inocência...



Olha só a msg q bonitinha... mto bom!




Simone, Moscow, Vítor & Mara Cogo
Festa de despedida SP X Maputo
Veja tb:



Meu 1º amor - Parte II



Abraço



Thanks: Mammy... por guardar estas lembranças na sua tão preciosa caixa dentro da estante.

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Los 5 amigos de mierda!

Pablo, Juan, Jaime, Mosow & Alejandro
No meu 1º home leave para casa (Ver post O retorno) apoveitei tb para conhecer a Vale no Brasil, já q fui contratado diretamente para trabalhar na Vale Moçambique. Interessante... comecei conhecendo a empresa de fora para dentro... o q chamam no Mercado de empregado Internacional! Chique, né?

Na visita pelo país fiz parte de um grupo bem eclético: 2 argentinos, 1 peruano e 1 colombiano... eles são analistas integrantes das equipes de segurança em seus países, como eu em Moçambique.

Nos encontraríamos na Vale em Carajás - PA, porém resolvi antecipar nossa interação e já no jantar do hotel em que estávamos hospedados decidi me apresentar. Eles vinham juntos nesta viagem de reconhecimento há alguns dias e o espanhol deles como língua pátria facilitou bastante a intersubjetividade do grupo... eu por outro lado jamais havia passado mais de 1 min com alguém q somente entende a tal língua latina e meu espanhol não passa de umas 3 ou 4 músicas que aprendi a cantar de cor de tanto ouvir o disco (LP) do Trio Los Panchos ainda qdo era criança.... mas vamos lá.

- Buenas noches!... hahaha... cheguei abafando!

Todos me cumprimentaram então fui logo me apresentando... em português... e eles tb...

- Raime Munhoz, Colombia – Descobri somente no segundo dia q o nome do amigo é Jaime... fazer o q se o companheiro se apresenta como Raime? rsrs

- Pablo Rodiguez, Argentina – Este eu demorei 3 dias pra começar a entender o que ele dizia... o Raime traduzia pra mim...

- Alejandro Hansen, Argentina tambiem – Só consegui entendê-lo após alguns dias e mesmo assim qdo ele falava diretamente comigo..

- Juan Carlos Orbegoso, Peru – O mais raro e alegre do grupo.

Após alguns segundos ficando com cara de paisagem na conversa deles fiz meu 1º pedido... “Falem bem devagar q eu conseguirei entender o q vcs dizem”... e o mesmo foi solicitado por eles.

Incrível... a partir deste jantar fui nomeado o tradutor do grupo! Hahah Q bosta! Hahaha

No segundo dia eu já estava sacaneando eles e eles não ficavam para trás... mas em determinado momento eu decidi pegar mais pesado com os argentinos e por não entender o q eles tinham dito, e q era pra me sacanear, soltei um...

- Ah... não enche o saco... arrentinos de mierda!

Ficamos rindo um bom tempo e este se tornou o chavão do grupo... a qualquer momento um soltava...

- Colombiano de mierda ou peruano de mierda... e assim por diante...

Até q um dos argentinos sacramentou...

- Moscone... es um Moçambicano de mierda! Hahah Mto bom! Hahaha

Eu, apesar de brasileiro, era apresentado como representante da área de Segurança de Moçambique... e minhas características não são nem de longe semelhantes a de um moçambicano... e inserido naquelo tão adverso grupo, tb não parecia um brasileiro, logo pude me divertir em algumas apresentações do grupo nas unidades Vale. Explico...

Qdo chegávamos em uma visita, eu tomava a frente do grupo, já que era "o tradutor", e me apresentava...

- Buenos dias! Mi nombre es Alexandre Moscone, Moçambique – Carregando pra c@r@lho no sotaque castelhano...

Na sequência todos se apresentavam e ao término eu assumia novamente a liderança do grupo dizendo 2 ou 3 frases decoradas em espanhol...

Após alguns minutos eu passava falar um português bem paulista e revelava a brincadeira... mto bom pra quebrar o gelo da formalidade sempre criada nestas visitas.

Que grupo... realmente fantástico! Pude constatar q pra trabalhar na área de Segurança o cara tem q ser diferente mesmo... a amizade criada em alguns minutos e a sincronia da equipe nos 9 dias restantes foi alucinante... posso dizer, sem sombra de dúvidas, que esta foi a melhor viagem profissional q já fiz até hj. Mto trabalho, mas com uma alegria q nos fez superar facilmente todas as dificuldade q passamos.

Sabe aquele filme Antes de Partir (The Bucket List), com o Jack Nicolson e o Morgan Freeman? Então... na minha lista eu já coloquei visitar a Argentina, Colombia e Peru... e não pelos países, mas pelos amigos q vou demorar tanto pra rever... ou não!

Tenho a impressão q esta viagem vai gerar alguns bons posts... aguardem... tenho vídeos e fotos mto legais sobre mais esta aventura...

AbraZo

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TAF

Dava pra passear de mão dada no shopping?
Vc pensa q é só fazer os exercícios todos os dias e pronto? Nã, nã, ni, nã, não! Tem avaliação periódica das condições físicas dos militares da Unidade.

Eu sempre fui muito bem nos testes, porém somente consegui o "E" uma vez. Explico. O resultado da avaliação segue uma tabela e no final vc recebe uma nota, tipo ginásio, porém por letras.

Então vc foi mal Moscone? Não... é q as letras imputadas ao executantes dos testes (ui!) são as iniciais do índice que o mocorongo atingiu...

I - Insuficiente
R - Regular
B - Bom
MB - Muito Bom
E - Excellent!!!

Lembro a todos q cada exercío tem q ser feito no padrão militar e qdo isto não ocorre o avaliador simplesmente não conta, ou seja, o cara sobe na barra, mas não passa o queixo sobre ela ou não estende os braços totalmente qdo desce... o avaliador permanece contando... uma, duas, três, três, três, quatro, quatro... e assim por diante!

Sei q vc esta perguntando: Tá, mas qual os limites a serem batidos? Aki vai...

Flexões: 24
Barras: 9
Abdominais: 62
Corrida: 3.300 metros em 12 minutos

Estes dados são para atingir o Excelente, ok? Para o restante existe uma tabela.

O q me fodia neste caralho de teste era a corrida. Eu corria muito bem, porém em distâncias. 10, 12, 15 km na boa... mas no TAF não ía. Batia os 3.200 m e tocava a maldita sirene avisando q o tempo tinha acabado. Parecia sacanagem. E não adianta estar a 10 metros do ponto de chegada... tocou, pára onde estiver e volta no último ponto de distância. Passei por isto algumas vezes.

Alguns caras faziam 3.600 m na boa... filhos da puta! Se inveja matasse... Com o tempo fui ficando traumatizado e além de não conseguir fisicamente ainda começava a corrida abalado psicologicamente... "Caralho... não vou chegar!".

Naquela fatídica manhã em q atingi meu objetivo fiquei surpreso. Até hj tenho minhas desconfianças se os caras mediram a distância corretamente. Se tivesse q apostar... apostaria que erraram! rsrsrs

Os abdominais tb eram um martírio pra mim, mas com esforço eu batia a meta. Já nas flexões eu arrasava... cheguei a fazer 50 em um dos testes... e acho q cabia mais.

Barra: Este é um mito no EB. A 1ª vez q pendurei fiz 6. Percebi q o negócio era foda e me especializei nisto. Alguém me falou que o treinamento era o seguinte: vc faz o máximo que conseguir, no meu caso 6, depois descansa e faz 5, descansa e faz 4, e assim por diante até fazer apenas uma. Recomeça no outro dia.

Eu segui à risca e após pouco tempo já estava um aço! Cheguei a bater 17 em uma avaliação. Parei pq o avaliador ficou sem saco de continuar contando, mas acho q não iria muito longe... talves 18 ou 19. Um amigo meu de CPOR fez 23 certa vez... Se não me engano foi o Bucholtz... nas 10 primeiras ele parecia aqueles brinquedinhos artesanais e que tem um boneco fazendo acrobacias qdo se aperta as astes, sabe?

Ainda lembro o Tenente Abiud contando minhas barras certa vez... "Desce daí Moscone... caralho... vai se fuder... não vou contar mais esta porra!"... virou as costas e disse pro Sargento... "põe 17 pra este Aluno tarado!".

Abraço

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