Instrução de Sobrevivência - A Sociedade do Anel

Em pé: Adelman, Rohe, Barroso & Moscone
Agachados: Varga, Henks e Montezuma
- Moscou... eu só te dou um conselho: Tente levar um pouco de sal para o acampamento de sobrevivência... vc vai entender quando estiver lá!

Profetizou meu amigo Adilson q trabalhava comigo na Empresa Paulista Seguros antes de eu ingressar no EB. Ele havia servido no 2º BPE um ano antes de eu entrar para o CPOR-SP e me passou algumas dicas sobre o temido acampamento de longa duração (7 dias) q eu enfrentaria em pouco tempo.

Sábio Adilson. O tal do sal foi determinante no decorrer da Instrução de Sobrevivência, talvez uma das experiências mais marcantes q vivi dentro do Exército Brasileiro e q provavelmente terei q contar em vários posts (Total de 3), já q me recordo "totalmente" deste dia, desde a alvorada até o retorno para à base do acampamento na manhã seguinte. Espero q gostem das histórias aki narradas.

Abraço e... como dizem nos filmes americanos... go, go, go! Alguns amigos preferem o move, move, move... tanto faz...

... Mal o toque de alvorada terminou e os Oficiais e Sargentos invadiram nossas barracas tocando o terror. Colocaram todos para fora e iniciaram a revista individual nos Alunos. Como estava dormindo no fundo da barraca tive tempo de perceber que o objetivo deles era retirar qualquer tipo de alimento que possuíssemos... era dia do temido Treinamento de Sobrevivência!

Rapidamente escondi o potinho de plástico com sal no fundo das calças e por incrível q pareça não fui pego durante a revista, acho q o sargento q me revistou não quis encostar no meu saco, exatamente onde eu havia escondido o precioso recipiente, ou vcs pensaram q tinha sido na bunda? Sai fora!

Após a minuciosa revista fomos deslocados para outra área do acampamento onde havia um tipo de “pau de arara” instalado, porém este não seria usado com os Alunos, pelo menos não naquela instrução.
O Oficial responsável, Ten Abiude, pendurou um coelho  pelas patas de trás no “pau de arara” e explicou como faríamos para preparar a caça no ambiente de selva e etc...

Disse que o coelho (branquinho, de olhos vermelhinhos e... vivinho da Silva) seria usado como exemplo de abate de mamíferos e q para o preparo das aves utilizaríamos a galinha como base... q em um deles deveríamos cortar o animal em Y e o outro em V e retirar as vísceras... que tb seriam utilizadas no banquete, etc... segue por aí... pô... já se vão 20 anos desde então...

E a gente lá... olhando pro coelhinho pendurado e pensando... “Será que eles vão matar o animalzinho?”... De repente, e como era da característica do Ten Abiud, ele interrompeu sua própria instrução...

- Chega desta porra! Vamos pro que interessa!

Pegou o coelho pelas orelhas, esticou o pescoço do bichinho e e deu um soco tão forte na nuca do animal que ele chegou a enrolar no tronco e retornou a posição inicial, tipo uma mola.

- Isto é para ele desmaiar e então podermos retirar seu sangue ainda vivo. Caso contrário a carne ficará com um gosto muito ruim, além do mais usaremos o sangue do próprio animal para “temperar” sua carne! – Continuou falando o Oficial normalmente... como se nada tivesse acontecido...

A partir daí acabaram-se os melindres e então pudemos focar mais no conteúdo da instrução do que na frágil vida do coelhinho que se esvaía as nossas frentes...



Continua no post Instrução de Sobrevivência - As Duas Torres

Abraço



Thanks: Varguerita



Ps.: Os títulos desta sequência de posts serão explicados apenas no último da série.



4 comentários:

Thiago disse...

to até vendo as duas torres rsr vai ser a trilogia mais loca dos blogs brasileiros hehehe

Alexandre Moscone disse...

rsrsrs Estes eu estou curtindo escrever.

Abraço Thi-Thi!

André Varga disse...

Para te ajudar nos nomes da foto:
Da Esq para a Dir:

Em pé: Adelman, Rohe, Barroso e Moscone
Agachados: Varga, Henckes e Montezuma

É isso ai.
Abrax.
:)
< / >.

Alexandre Moscone disse...

Valeu Varguerita!!! De novo!!! hahahah

Thanks do post!

Abraço

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